Comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, lição que adiquiri durante a experiência do evento.
Author : tomato | 2008.10.07
Passou 1 século após os japoneses imigrarem ao Brasil.
Em comemoração à este marco está sendo realizado vários eventos.
Como escrevi no texto anterior, onde trabalho também realizamos o evento.
A princípio como refere-se ao Brasil ou relacionado à raiz do meu passado, tantos eventos que estavam sendo realizados, estava simplesmente alegre pensando em festa. Porém, ao iniciar os preparativos para o evento cai na realidade, não sabia por onde começar, fiquei sem direção.
Aos poucos o projeto começa tomar rumo iniciando as datas para concretização. O trabalho do evento começou a solidificar em maio deste ano, em comparação as outras entidades demos a partida atrasada.
Mango nos dispertou com a brincadeira "Só o seu local vai comemorar o 101 ano da imigração", então é que tomei a consciência da dificuldade em montar um projeto do zero.
Mesmo assim, ainda não tinhamos idéias formadas para o evento, uma das decisões que tomamos foi montar o grupo organizadora e para juntar pessoas o anúncio aos voluntários foi o que nos deu o primeiro passo.
Os voluntários participantes são pessoas que trabalham em empresas com experiência dentro da sociedade, não é como o nosso trabalho que é restrito.
O que me impressionou foi as opiniões surgidas, a rapidez em organizar novas idéias, palavras concretas, a visão do projeto, a rapidez na decisão de temas e opiniões, são pontos que não temos em nosso trabalho, foi uma expieriência e estudo muito valiosa.
Dentro deste ambiente a rapidez nas idéias para o evento foram surgindo e ao mesmo tempo para mim começou a ser uma grande experiência de vida dentro da sociedade.
Nesta idade sem experiência social pode se falar que é tarde demais, realmente sinto me envergonhada, pensando bem dentro do meu curriculo de trabalho a única experiência dentro da sociedade foi quando estava lecionando numa escola no Brasil durante alguns anos. Logicamente, dentro do Japão é a primeira experiência.
Tive a dificuldade no japonês durante as reuniões, por sugrirem palavras novas e a dificuldade fica em dobro durante o intérprete aos voluntários brasileiros que tinham dificuldade na língua japonesa.
Outro problema também foi trabalhar em 2 línguas ao mesmo tempo, o envio de e-mails em japonês e português, a preocupação era tanta que haja estômago para aguentar. Escrever textos em japonês não é fácil e a preocupação era que o meu texto em japonês estava sendo distribuido aos membros participantes do evento. Foram apuros acima de apuros que passei.
Escrever texto em japonês não é o meu forte, mas quando tinha de escrever não tinha escapatória, eram momentos que colocava a mão na cabeça.
Se não fosse a ajuda das pessoas que estavam ao meu redor não conseguiria levar este projeto adiante. Tive certeza que não é a aprovação no teste de proficiência na língua japonesa se iguale aos japoneses e sim que somente aproxima um pouco esta diferença, aqui sim estava o ponto de partida.
Lembrei me das palavras de quando praticava o Aikido " O ingresso inicia após tirar a faxa preta".
Estava convencida em meu japonês, porém percebi da minha incapacidade. Não é somente saber o japonês.
Como escrevi anteriormente, a rapidez no surgimento de opiniões, as decisões tomadas logo colocam em prática e a riqueza nos conhecimentos sobre a vida social.
As palavras, idéias vindas destas pessoas, têm o sentido muito profundo e razões claras, percebi profundamente o quanto a minha carreira profissional era tranquila e calma.
O trabalho não anda se ficar 3 horas para escrever e-mail.
Gastar 5 dias para escrever o relatório, não sobra tempo para outro trabalho.
A ata da reunião não tem sentido se distribuir 1 semana depois da reunião.
Levar 5 meses para decidir idéias para o evento, nada ficará pronto....
Ao aproximar o evento do Centenário da Imigração, todos os dias o trabalho estendia após 10 horas da noite, era trabalho que não terminava.
Desde manhã até tarde da noite ficar trabalhando, não posso mentir que não estava cansada, mas dentro deste tempo corrido sentia me satisfeita e certa excitação que não posso esquecer.
E, trabalho fora do escritório também tive que correr em busca de outras entidades, procurar patrocínios, anunciar o evento e até a negociar estava dentro do meu campo de trabalho. Não imaginava que tudo isso era da minha responsabilidade, eram nervosismos que não terminava mais.
As pessoas que entrei em contato são empresários interessados ao Brasil, ao encotrar com estas pessoas não se pode fazer cara de desinteressada, ao pensar assim aos poucos começou a surgir dentro de mim a alegria em levar este projeto adiante. Tudo é uma experiência, não desistir e levar em frente tudo se consegue.
Ainda dentro de mim o fogo não se apaga, se for para escrever tudo que sinto não terá fim, são palavras e sentimentos adiquiridos como estudo, experiência que pude passar.
Como diz o ditado japonês" Após passar pela garganta esquece o que é quente" mas isso com certeza este calor ainda não passou pelo contrário ainda queima forte dentro de mim. Enquanto este calor continuar quero passar para o próximo trabalho o estudo que pude receber e concretizar novos trabalhos. Este tipo de pensamento é o resultado da grande experiência que pude passar.
Quero agradecer a minha família pelo suporte durante o tempo que deixei a casa vazia e também aos meus pais que vieram do Brasil para me apoiar neste evento, agradeço eternamente.
E, agradecer também aos funcionários do meu trabalho que trabalharam junto até tarde da noite todos os dias e por me ajudar nos momentos difíceis.
Deixo os meus sinceros agradecimentos aos membros organizadores do evento e aos voluntários que nos apoiou até o final. Se não fosse a cooperação de todos este evento não se realizaria.
Este novo laço de amizade que surgiu será guradado com muito carinho e será o meu tesouro.
Realmente, pude passar por uma experiência maravilhosa.
Muito obrigada!


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